terça-feira, 25 de julho de 2017

o Big Buda





 fonte na entrada do complexo Big Buda




Para localização do Big Buda em Ko Samui clique aqui



Fui visitar o Big Buda sem expectativas e levei um susto. Confesso que não estava preparada para a Tailândia: não li a história, achava que só encontraria  praias paradisíacas, casas de palha e essas coisas de quem não sabe nada. Simplesmente fui. Apareceu uma oportunidade de realizar um sonho distante e eu saí voando. Não sei como explicar o Big Buda e nem outros lugares que vem a seguir (em outros posts). É um lugar para sentir, tem que estar envolto naquele colorido, naquele clima. Falar em magia pode ser mal interpretado.
Como imagens falam mais que palavras, vamos ás fotos:



leão guardião na entrada do complexo Big Buda




um bodhisattva


Para saber o que é um bodisatva clique aqui
Existem muitos bodisatvas. Diversos em cada corrente do budismo. Infelizmente não consegui identificar esse acima. Sei que cada um se "dedica" a algo, por exemplo: compaixão, ensinar o caminho etc.




Elefante,o símbolo da Tailândia







Para ver o simbolismo budista na Tailândia clique aqui



homenagem póstuma ao rei


detalhe do telhado

A maioria dos detalhes dourados são ouro ou madeira folhada a ouro. Muito recentemente estão substituindo a madeira por metal.


Big Buda visto da entrada



detalhe do jardim




passarela para a estatua do Big Buda


detalhe da passarela


A Garude detalhe da passarela) :clique aqui para saber mais sobre a simbologia tailandesa.







deus Ganexa (Ganesha)




deus Brama


Para saber mais sobre Brama e deuses hindus clique aqui


escadaria com as Nagas (serpentes divinas)

o Buda Dourado


Bodisatva ou Deusa de Mil Braços




Para conhecer a Deusa de Mil Braços clique aqui

Outros templos do complexo Big Buda:


















Alguns detalhes dentro dos tempos:



portas e janelas esculpidas e pintadas



mural na parede do templo principal



detalhe em mosaico atrás do "altar principal

O trabalho dos tailandeses com madeira e mosaico é excepcional. Muito delicado e minucioso.
O Complexo Big Buda fica num rochedo na praia. A entrada é gratuita. É exigido cobrir os ombros e os joelhos (das mulheres). Alguns templos alugam cangas para se cobrir.
Os templos estão sempre em manutenção ou reconstrução. Existem lugares próprios para donativos e esse pavilhão é muito interessante porque as pessoas escrevem seus nomes ou mensagens nos tijolos e deixam dinheiro de todas as partes do mundo num painel dentro do pavilhão.





Mais uma surpresa (fora do complexo) é uma loja de esculturas:

 





Depois dessa imensa e deslumbrante visita acabou o meu tempo em Ko Samui. Vou fazer o caminho de volta para perto de Bangkok, dessa vez de ônibus, uma viagem de 12 horas.
Aguardem!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Ko Samui - uma volta pela ilha





Depois da praia,das massagens e vários passeios a pé pelas redondezas da pousada, na praia de Lamai, chegou a hora dos "grandes passeios". 
Gosto muito de andar de ônibus porque vou olhando como é o lugar, os detalhes. Em Ko Samui não tem ônibus então o jeito foi uma agência de viagem. Até então eu estava acompanhada por uma pessoa que falava inglês. Mesmo assim as negociações tinham idas e vindas, cada um entendia uma coisa: difícil .
Várias reviravoltas depois saiu um passeio de 4 horas numa kombi. Eu disse kombi, não van.
Fui visitar um templo, uma cachoeira, um santuário de elefantes e os macacos. E ficou combinado outro passeio que não podia ser no mesmo dia. Chovia torrencialmente.

- dica: existem vários passeios (como já disse), alguns por "horas". Dá para contratar 2 h, 4 h etc. com animais ou sem. Não quis ver tigres, mas não consegui me livrar dos macacos. Não é que eu não goste de animais, é que eu não gosto de ver animais presos...(e muito menos soltos).

Mapa da ilha de Ko Samui clique aqui

- dica: preste atenção nas fotos de folhetos de viagem. É claro que vão aparecer fotos maravilhosas, sempre com sol, areia branca etc. o que nem sempre corresponde a realidade pelo menos em certas épocas. Fiquei surpresa por não ver um mar azul, porque como em qualquer parte do mundo ele é cinza quando chove...(a "porção" de mar correspondente a Ko Samui se chama Mar de Esmeralda)

Sinceramente não gostei. Os elefantes e macacos me pareceram maltratados ,o que é estranho porque o elefante é o símbolo da Tailândia. Tem desenho de elefante, pintura de elefante, bordado de elefante em tudo.
Os nativos vendem petiscos (parece cana de açúcar) para dar aos elefantes. A criançada toda quer chegar perto, afagar os animais, principalmente os elefantinhos que são gracinha, então além do comércio de ver os animais, tem o comércio de comida para eles. (além do comércio normal em zonas de turismo)
Fiquei com má impressão, talvez o barro, a chuva e o mau cheiro...
Sobre os macacos, simplesmente me recusei a descer da kombi quando vi um macaco com uma corrente no pescoço. E como não paguei para ver tigres me expulsaram no meio do passeio. kkkkk



Atrás da área dos elefantes tem a cachoeira Na muang: maravilhosa!
Não tenho fotos porque o lugar estava muito perigoso. Uma escada de pedra não é boa ideia descer na chuva. Num dia ensolarado deve ser lindo.

Para cachoeira de Namuang clique aqui

Antes de irmos ao templo do monge mumificado visitamos outros lugares interessantes (mas prejudicados pela chuva). Visitamos inclusive uma praia famosa devido a uma pedra em forma de lingam (abaixo), o que pra eles é completamente normal mas os ocidentais ficam loucos (deve ser devido a pensamentos fantasiosos).



Mirante em Ko Samui. Em dias ensolarados se vê o outro lado da ilha.



Praia do lingam

Para saber sobre lingam clique aqui


Parece que hoje não está sendo um bom dia né? 
Engano. Agora começa a maravilha.
Quando entrei no templo "do monge", por favor, sem querer ser desrespeitosa de maneira nenhuma , jamais, mas pensei que estava entrando num barracão de escola de samba! Tal o colorido e a vibração do lugar. Os tailandeses são fantásticos! nada de preto, cinza e cores pastéis. Eles homenageiam com toda força, com toda vida possível. Fiquei tão extasiada que não prestei atenção na história. 



Entrada do templo do  monge mumificado


















"Enloqueci" olhando o colorido, os detalhes (tudo em ouro) mas felizmente lembrei de fazer essa foto (acima) que diz mais ou menos o seguinte: 
"Estes são os restos mortais do venerável ex-abade de Wat Kunaran de Koh Samui, Pra Khu Samathakittikhun  ( Dang Piyasilo)  que desfrutou de uma vida familiar próspera até aos 50 anos quando decidiu ser um devoto, após passar uma parte de sua vida em retiro.
Depois de ordenado em 1944 ele retornou para sua prática meditativa e por 20 anos teve muitos discípulos tanto monges budistas quanto leigos.
Ele também foi conhecido por sua habilidade de prever sua própria morte, o que aconteceu em 1973 quando tinha 79 anos e 8 meses.
Depois de sua morte seu corpo não se decompôs então seus parentes e discípulos decidiram colocar seu corpo ereto como requisitado na sua instrução escrita, para mantê-lo como um símbolo e inspirar as futuras gerações a seguirem os ensinamentos budistas e se salvarem do sofrimento". 




Enquanto eu estava passeando houveram reviravoltas nos planos, minhas amigas tiveram prejuízo (com uma agência de viagens) e resolveram ir para outra ilha que ficava a 5 horas de barco dali. Eu ia ficar sozinha, não conhecia Bangkok e o meu tempo de permanência era menor que o delas. Além disso a fome apertava.
Parece brincadeira mas não me dei bem com a comida, estava vivendo de sanduíches( ou pizza - tão dura e estranha que dava pra agredir alguém com ela- ou salada) da loja de comida para estrangeiros e sem carro ou moto ficava difícil.
Por falar em carros, circulam pela ilha carros luxuosos em alta velocidade nas estradas que ligam os povoados por todas as praias. A Tailândia usa mão inglesa no trânsito, o que me deixou muito confusa para atravessar a rua (nunca sabia pra que lado olhar).
Apesar da aparente docilidade do povo tailandês espalha-se por toda Tailândia e também em Ko Samui, uma luta chamada muay thai, tremendamente violenta e considerada esporte nacional.

Mais sobre muay thai aqui


Está no forno o próximo post onde entraremos numa terra sagrada e um lugar maravilhoso (ainda em Ko Samui) chamado Big Buda.
Sawadika!





quarta-feira, 12 de julho de 2017

Tailândia: Surat Thani e Ko Samui


Eu estava na direção de Ko Samui, Tailândia, e por isso teria que pegar um avião e depois um barco. Sendo véspera de um feriado, os vôos estavam lotados e dormi em Bangkok. Não conheci Bangkok, nem imaginava como seria. Mas tinha a volta!
A Tailândia é um país grande com um mar particular (??!!): Golfo da Tailândia.

Veja o mapa da Tailândia aqui

De Bangkok até Surat Thani dá mais ou menos 2 horas de avião, mas de ônibus são 12 horas. Surat Thani é a capital de um estado ou província de mesmo nome.
A Tailândia é um reino. O rei embora já tenha morrido, continua sendo adorado pelos súditos. Vêem-se altares em homenagem ao rei por todo país e pessoas com uma tarja preta na roupa, de luto.



Altar em homenagem ao rei na estação de barcas de Surat Thani

 Além das homenagens ao rei são homenageados diversos deuses com pequenas casas como se fossem palafitas. A religião tailandesa é uma mistura muito curiosa que nós ocidentais não estamos acostumados e provavelmente não entendemos. Mas predomina por enquanto o budismo Theravada.

Religião na Tailândia, clique aqui

O aeroporto de Surat Thani é pequeno e muito interessante pelas pessoas que lá circulam: desde monges budistas até surfistas, tudo misturado; além da comida, que já não é mais de aeroporto internacional: são doces e salgadinhos típicos, nada fácil reconhecer do que são feitos. Não consegui identificar uma fruta sequer apesar do avião ter sobrevoado muitas plantações de abacaxi.






Rio Tapi (Surat Thani)

A vila Surat Thani não é no litoral, um ônibus leva até a estação de barcas 30 quilômetros além. Aí sim, a gente começa a conhecer a vida na Tailândia, a ver a vegetação, as aldeias, as famílias, as plantações (não sei de quê).

Saiba mais sobre Surat Thani aqui:


A travessia para Ko Samui e outras ilhas é feita em barcos grandes (ferry boats) que levam pessoas e carros.  Nesses barcos grandes tem um bar/restaurante que oferece refeições em quentinhas, refrigerantes etc.
Como eu ainda não tinha almoçado fui comprar comida. Escolhi o arroz mais branco possível pensando em começar a adaptação alimentar aos poucos. Mas na primeira colherada (eles comem com colher) já me desiludi: ardia até a tonga-da-mironga. Nossa! Foi muito punk! Achei melhor ficar com fome.





Para ver Ko Samui clique aqui:


A travessia é muito agradável (e faminta). Estudantes (pensei que eram férias), famílias, turistas, vendedores. Cada um senta onde quer e todos carregam alguma bagagem. Não é fácil subir rampas e escadas do ferry-boat com mala, elas não ficam presas, não tem lugar específico então correm pra lá e pra cá conforme as ondas.  E se tiverem rodinhas piorou porque correm mais rápido.
- dica: prefira mochilas grandes e fortes (se tiver força).
Desembarcar a mala é outra epopeia. Ás vezes alguma alma santa ajuda mas não conte com isso .
A ilha é grande, povoada no litoral, com alguns resorts maravilhosos escondidos no mato, que aliás é uma floresta tropical de respeito.
- dica: não esqueça que floresta tem mosquito e outros avoantes (por isso a exigência da vacina contra febre amarela) e arrume um repelente.
A ilha não tem muitos táxis, então como em qualquer lugar os poucos que tem se aproveitam da situação e cobram o que querem, inclusive mudando o preço no meio da viagem.
- dica: Combine o preço antes, diga exatamente onde é e que só tem aquele dinheiro (coisa difícil de acreditar).
A maioria da população se movimenta com motocicletas e é exigida carteira de habilitação internacional. Mas como todo lugar de turismo lá pelas tantas andam 3 ou 4 na mesma moto, ninguém tem habilitação, o trânsito é uma confusão e tudo aquilo que a gente conhece bem no Brasil
- as motos são alugadas facilmente em Ko Samui (com qualquer carteira de habilitação)
- dica: não vá aprender a dirigir moto na Tailândia. Quando a bagunça fica demais vem a fiscalização e as multas são pesadas.
Em Ko Samui não tem ônibus, que é substituido por uma espécie de "pau de arara", um caminhão cuja carroceria transporta pessoas sentadas. Quando chove...
O que não falta em Ko Samui é pousada, de todos os tipos e preços.
- dica: consulte o mapa da localização porque "perto da praia" pode variar de 100 m a 5 km. A primeira pousada que fiquei era em cima de um morro escuro, sem saída pra lado nenhum. No outro dia as amigas arrumaram outra pousada, essa sim a 100 m da praia.

  

Na Tailândia não se usa sapatos dentro de casa. A solicitação para os estrangeiros tirarem os sapatos é feita através da vista de sapatos de todos os tipos na porta da casa. O chão das casas é limpíssimo porque os tailandeses sentam, dormem e até comem no chão.Um eterno pic-nic (mas não. Os tailandeses trabalham duro, homens e mulheres, e as crianças acompanham sempre. A vida deles não é muito fácil. Vi muitos negócios familiares "de quintal").

"vassoura"


A arquitetura é lindinha, sempre tem um terraço, o telhado é muito trabalhado e plantas e mais plantas, fontes, jardins e "a casinha dos deuses" sempre cheia de colares de flores e frutas.
Ko Samui é cheia de lavanderias, lavar sua roupa não será problema. Já secar é outra estória.
Como a maioria das vilas ou cidades pequenas, em Ko Samui tem uma rua principal de comércio turístico com artesanato nativo, bordados maravilhosos e principalmente objetos de madeira. Os móveis são tão deslumbrantes que a gente fica fazendo ginástica mental, pensando "como vou levar isto" de avião.

Em ruas de comércio existem caixas eletrônicos de um banco tailandês, onde se pode sacar em bath do cartão de crédito (creio que de qualquer parte do mundo).
Tudo que sobra em beleza falta em restaurantes. É muito limitado, principalmente pra quem não se adapta a temperos. Felizmente têm duas redes de supermercados pequenos (uma concorrente da outra) especializadas em comida para estrangeiros. Estrangeiro é qualquer um não tailandês, pode ser russo, chinês ou brasileiro, afinal temos muita coisa em comum (??? somos humanos?).
- dica: se não consegue se adaptar aos temperos, alugue um lugar com cozinha.

A boa notícia é que tudo que você não gasta em comida (credo!) pode gastar em massagem. Tem massagem em todo lugar, baratissimo, todo mundo faz e não tem essa conotação pejorativa do Brasil. Passei uma semana fazendo massagem todo dia na praia . Cada uma dum jeito e com um "óleo" diferente. Adorei!





Existe vida noturna em Ko Samui e, segundo ouvi falar "muito quente". Como isso não faz parte da minha vida não sei informar.
Na Tailândia conhecem o "Zico", o nosso antigo jogador de futebol, inclusive ele tem uma churrascaria muito boa em Ko Samui (com carne de verdade, talvez brasileira).
- dica: não vá anunciando a seleção brasileira de futebol pra qualquer um porque na Alemanha eles lembram muito bem daqueles 7X0 da última Copa e a gente fica um tanto quanto "desconcertado" ou "desconcentrado".
A nossa passagem de ano foi justamente na churrascaria do Zico; uma festa menos festa que as brasileiras, só com 15 minutos de fogos o que ocasionou milhões de pedidos de desculpas por parte dos tailandeses. Fiquei sabendo que a queima de fogos é coisa de mais de 1 hora mas a morte do rei impedia grandes festejos! Desculpas aceitas!
Ko Samui não é só praia. Existem esportes radicais, mergulho, arborismo (caminho aéreo pelas árvores), caminhadas (no chão), escaladas etc. Agências de turismo arrumam tudo isso e também o velho e bom passeio pela ilha onde se visitam coisas maravilhosas que mostrarei no próximo post.

terça-feira, 4 de julho de 2017

BANGKOK


Na Ásia tudo é imenso e colorido. O aeroporto de Bangkok é o segundo mais movimentado da Ásia. Pode esquecer os filmes de kung fu. Ainda existem pequenas vilas, mas são modernas, ligadas por estradas boas ou barcos. Viajei no verão, na época das chuvas.

Quer saber sobre monções (chuvas), clique aqui:
http://www.melhoresdestinos.com.br/moncoes-asiaticas.html

Lá quando chove não esfria, então, a minha bagagem se resumiu a 2 shorts, 2 vestidos, algumas blusas e roupa íntima. O que foi ótimo, porque lá as roupas são baratas e praticamente não passei trabalho carregando mala...

Aeroporto Internacional de Bangkok, Suvarnabhumi:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroporto_Internacional_de_Suvarnabhumi



Sendo a Tailândia seu destino, você passa na alfândega e pega a mala, mas não sem antes percorrer quilômetros (exagero, algumas muitas centenas de metros), preencher 2 formulários em inglês e passar no oficial de alfândega. Depois da fila, claro. Fila é um negócio que vai fazer parte da sua vida de viajante, a não ser que você seja muito VIP (muito mesmo!).

O/a oficial da alfândega tem "poderes" pra deixar você entrar ou não no país. Eu entrei "loca" de medo porque eles não tem cara de muitos amigos e gritam "next!", como se a gente tivesse carregando não sei-o-que não-sei-onde, mas essa impressão se desfaz logo ali, principalmente comigo que aprontei uma confusão, sem querer, na chegada (conto mais logo abaixo).

No saguão do aeroporto pode-se comprar chip de internet para uma semana, um mês, de vários tipos de pacotes. Uma facilidade que eu não conhecia. E tem um pessoal querendo e conseguindo vender quarto de hotel para uma noite, perto do aeroporto, porque esse aeroporto é um "centro de distribuição" de gente pra China, Índia, Rússia etc., e, conforme o lugar, o tempo de conexão é muito longo. Não deve ser por falta de avião e nem de companhia aérea. As companhias ocidentais ficam num cantinho e as orientais ocupam dois terços do aeroporto, inclusive com nomes que eu nunca tinha ouvido. E são grandes...!

- dica: experimente pelo menos um prato da culinária local (do país onde você vai) antes de ir. Antes! Guarde bem esse aviso.

Como o reveillón era numa ilha, fui numa companhia aérea local comprar uma passagem para Surat Thani, o aeroporto mais perto de Ko Samui, onde iria ficar.
Não tinha mais passagem para o dia! Saía avião de hora em hora e não tinha mais passagem. Dormir em Bangkok sem reserva de hotel (lembra dos vendedores de quarto lá do saguão? pois é...)... E pior do que ir não sei pra onde numa van que eu não conseguia saber o nome, foi eu passar o cartão de crédito na companhia aérea e o cartão dizer que eu não tinha dinheiro! Fiquei arrasada! Milhares de desgraças passaram pela minha cabeça...

Recuperada do susto, procurei a casa de câmbio no aeroporto e tive uma surpresa maravilhosa:  cada 100 dólares que eu trocava ficava rica! Nossa! nunca fui tão rica na vida!


Mas ainda tinha outra confusão: o inglês do pessoal do hotel era pior que o meu. E mais: eles sabiam algumas palavras, justamente as que eu não sabia, mas não sabiam ler. O alfabeto deles é   completamente diferente do nosso. Aimeudeus! Eis que entra na conversa uma senhora que falava sem parar por mais que eu dissesse que não falava inglês e não estava entendendo. Não sei o que ela queria me vender. Fosse o que fosse, disse "não" várias vezes. Mas ela acabou me convencendo a ir no aeroporto novamente. Foi tudo um mal-entendido horrível. Acabei dentro dum táxi sozinha, após sair pelo lado do hotel numa rua de terra.
Quando resolvi o problema no aeroporto, me dei conta que não sabia voltar e nem sabia o nome do hotel!
- dica: tire uma foto do nome do hotel e, se der, do endereço, principalmente se não dá pra pronunciar.
- dica: fale com seu banco. Diga onde vai e o que fazer se der problema. Ficando claro ou não, leve dinheiro. O Banco do Brasil tem um serviço pra quem está no exterior que atende em inglês. Só em inglês!
- dica: por mais que você queira se resolver sozinha, tenha alguém no Brasil pra ajudar porque a maioria das empresas não sabe o que é fuso horário, não tem ideia do que é estar 10 ou 11 horas na frente do horário de Brasília e querem que se resolva coisas de madrugada... grande falha (delas)!
- dica: a maioria do mundo não sabe onde é Brasília, nem o Brasil. Leve um mapa ou dê um jeito de mostrar (ás vezes o celular resolve, nem sempre). Passei a dizer que morava em São Paulo pra facilitar as coisas. Mencione jogadores de futebol, fica mais fácil.




Bom. Então eu estava no aeroporto perdida. Os vendedores de hotel tinham ido embora. Não sabia o nome nem o endereço do hotel. Fui na polícia do aeroporto. Através  do tradutor (uma falava inglês), gestos  e algumas palavras, consegui me fazer entender: estava perdida, sem mala e tinha que viajar no outro dia. Fiquei no mínimo 3 horas na delegacia". Eles foram maravilhosos. Depois de muito rolo, conversa, água, desisti da mala (e eles disseram não), já estava sentada atrás do balcão com eles. Alguém teve a ideia de me perguntar quanto gastei de táxi. Falei 60 bath. "Tem certeza?" "Sim", respondi. Pronto. Eles procuraram os hotéis que ficavam a 60 bath de táxi dali e me mostraram a fachada no celular.  Saí da delegacia quase meia-noite, acompanhada pela polícia, que arrumou o táxi e falou com o motorista, além de me dar esse bilhetinho aí em cima e garantir que a corrida custaria 60 bath. No outro dia, às 6 horas, voltaria ao aeroporto rumo a Surat Thani.


Eu com os meus novos amigos da polícia.

Bom, agora vou dormir porque me cansei de tantas emoções. Amanhã tenho que viajar.